Um menino de apenas 11 anos foi preso no Afeganistão junto a guerrilheiros do Talibã enquanto cruzava a região da fronteira com o Paquistão carregando explosivos. Abdullah foi entrevistado pelo jornalista Bill Neely, da rede de TV  britânica ITV. Ele é o mais jovem entre os prisioneiros mantidos num centro de detenção de segurança máxima de Cabul.

Segundo a reportagem da ITV, apesar de ser tão novo, Abdullah aprendeu os princípios da jihad na escola religiosa em que estudou. Órfãos, ele e seu irmão (de dez anos) passavam o dia estudando o Alcorão, e à noite aprendiam a usar pistolas e fuzis Kalashnikov, que ele preferia por achar o gatilho mais fácil de apertar.

Na entrevista, o menino contou como foi chamado para cruzar a fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão junto aos guerrilheiros, e como recebeu os explosivos que levava com ele quando foi preso. Ele deu a entender que sabia exatamente o que estava fazendo, e contou que na escola ouvia sobre estrangeiros que matavam mulheres e crianças muçulmanas.

Perguntado sobre o que pensava sobre a ideia de se tornar um homem-bomba, Abdullah disse saber a diferença entre o suicídio e o sacrifício de se explodir para matar não-muçulmanos que matariam sua família. Além do mais, disse, após o sacrifício ele iria para o paraíso com 70 garotas. Disse ainda que ficaria feliz se pudesse matar os não-muçulmanos quando crescesse.

Segundo a reportagem da ITV, guerrilheiros talibãs admitem que há crianças envolvidas com atividades terroristas, e que garotos de até dez anos se oferecem para ser homens-bomba.

Fonte: www.g1.com


 
 

A lista "Tiago, José, Judas e Simão" lhe diz alguma coisa? Uma dica: não são nomes de apóstolos. Na verdade, de acordo com o Evangelho de Marcos, estes seriam os irmãos de Jesus, que são citados ao lado de pelo menos duas irmãs de Cristo (cujos nomes não aparecem). Os católicos e ortodoxos normalmente interpretam o trecho como uma referência a primos ou parentes mais distantes do mestre de Nazaré, mas o mais provável é que essa visão seja incorreta. A maior parte dos (poucos) indícios históricos indica que Maria e José realmente tiveram filhos depois do nascimento de Jesus.

É claro que, sem nenhum acesso a registros familiares contemporâneos ou evidências arqueológicas diretas, a conclusão só pode envolver probabilidades, e não certezas. "Se a busca do 'Jesus histórico' já é difícil, a pesquisa dos 'parentes históricos de Jesus' é quase impossível", escreve o padre e historiador americano John P. Meier no primeiro volume de "Um Judeu Marginal", série de livros (ainda não terminada) sobre Jesus como figura histórica.

Meier explica que, ao longo da tradição cristã, teólogos e comentaristas do texto bíblico se dividiram basicamente entre duas posições, batizadas com expressões em latim. A primeira é a chamada "virginitas ante partum" (virgindade antes do parto), segundo o qual Maria permaneceu virgem até o nascimento de Jesus, tendo filhos biológicos com seu marido José mais tarde. A segunda,  "virginitas post partum" (virgindade após o parto), postula que Maria não teve outros filhos e até que seu estado de virgem teria sido milagrosamente restaurado após o único parto.
 
A "virginitas post partum" foi, durante muito tempo, a posição defendida por quase todos os cristãos, diz o historiador -- até pelos protestantes, que hoje não se apegam a esse dogma. "Um fato surpreendente, e que muitos católicos e protestantes hoje em dia desconhecem, é que as grandes figuras da Reforma, como Martinho Lutero e Calvino, defendiam a virgindade perpétua de Maria", escreve ele. Já especialistas católicos modernos, como o alemão Rudolf Pesch, defendem que Maria provavelmente teve outros filhos sem que isso tenha levado a reprimendas diretas do Vaticano.


Jerônimo

Diante das menções claras aos "irmãos e irmãs de Jesus" nos Evangelhos (que inclusive se mostram contrários à pregação dele, chegando mesmo a considerá-lo louco), como a interpretação da "virginitas post partum" prevaleceu?

"Houve três formas de interpretar esses textos", afirma o americano Thomas Sheehan, estudioso do cristianismo primitivo e professor da Universidade Stanford. "Além de considerar essas pessoas como irmãos biológicos de Jesus, sabemos da posição de Epifânio, bispo do século IV para quem os irmãos eram de um casamento anterior de José. Mas a opinião que prevaleceu foi a de Jerônimo, que era um excelente filólogo [especialista no estudo comparativo de idiomas] e viveu na mesma época. Jerônimo dizia que a palavra grega 'adelphos', que nós traduzimos como 'irmão', era só uma versão de um termo aramaico que pode ter um significado mais amplo e que pode querer dizer, por exemplo, primo."

Jerônimo tinha razão num ponto: quando o Antigo Testamento foi traduzido do hebraico para o grego, a palavra "adelphos" realmente foi usada para representar o termo genérico "irmão" (empregado para parentes mais distantes no original). De fato, o hebraico, bem como o aramaico (língua falada pelos judeus do tempo de Jesus na terra de Israel), não tem uma palavra para "primo". O problema é que há um único caso comprovado de que a palavra hebraica "irmão" tenha tido o significado real de "primo". Essa única ocorrência está no Primeiro Livro das Crônicas -- e mesmo assim o contexto deixa claro que as pessoas em questão não são irmãs, mas primas.

No entanto, o caso do Novo Testamento é diferente, argumenta Meier: não se trata de "grego de tradução", mas de textos originalmente escritos em grego, nos quais não havia motivo para usar um termo que poderia gerar confusão. O próprio Paulo, autor de várias cartas do Novo Testamento, chama Tiago, chefe da comunidade cristã de Jerusalém após a morte de Jesus, de "irmão do Senhor", ao escrever para fiéis de origem não-judaica (ou seja, que não sabiam hebraico ou aramaico). De quebra, a Carta aos Colossenses, atribuída a Paulo, usa até o termo grego "anepsios", que quer dizer "primo" de forma precisa.

Reforçando esse argumento, o escritor judeu Flávio Josefo, ao relatar em grego a morte de Tiago, também o chama de "irmão de Jesus". E o contexto dos Evangelhos reforça a impressão de que se tratam de irmãos de sangue, argumenta Meier. Os irmãos e a mãe de Jesus são sempre citados em conjunto. Quando Maria e os parentes de Jesus tentam interromper uma pregação, ele chega a pronunciar a polêmica frase "Qualquer um que fizer a vontade do meu Pai celestial é meu irmão, minha irmã e minha mãe". Para Meier, a frase perderia muito de sua força se o significado real dela se referisse a "meu primo, minha prima e minha mãe".

Para Geza Vermes, professor de estudos judaicos da Universidade de Oxford (Reino Unido), as próprias narrativas sobre o nascimento de Jesus dão apoio a tese de que Maria e José tiveram outros filhos mais tarde. No Evangelho de Mateus, afirma-se que José não "conheceu" (eufemismo para ter relações sexuais com alguém) sua mulher até que Jesus nascesse. Ainda de acordo com Vermes, em seu livro "Natividade", é importante notar o uso do verbo grego "synerchesthai", ou "coabitar", para falar da relação entre José e Maria. O verbo, quando empregado pelos autores do Novo Testamento, implica sempre relações sexuais entre homem e mulher, diz ele.

Fonte: www.g1.globo.com


 
 

Com a campanha "hidrata o corpo e a alma", um empresário de Santa Catarina vai lançar no próximo mês a água mineral "100% Jesus". De olho no público evangélico, as garrafas terão mensagens bíblicas.

Por enquanto, há oito tipos de rótulos disponíveis: quatro para água sem gás e outros quatro para água com gás. Um deles leva o salmo 23: "O Senhor é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma [...]". A água não tem nenhum poder de cura. É uma água comum.

"Se Deus quiser, vai ser um sucesso", diz Christian Cavalcanti, 38, evangélico e proprietário da marca. "Como o mercado de água é um mercado muito competitivo e existem milhares de marcas, pensei em algo diferente. Daí, veio a ideia, até por eu ser evangélico, de criar alguma coisa focada no público evangélico."

Cavalcanti conta que a embalagem foi escolhida em uma enquete feita com 1.500 fiéis de diversas igrejas evangélicas."Evangélicos mais extremos foram contra a marca. Respondi comentários como: 'mais um para tirar o dinheiro da gente'. Outros falaram que não deveríamos usar o nome de Jesus em vão. Mas foi a minoria."

O lançamento deve ocorrer no 27º Encontro Internacional de Missões dos Gideões, encontro evangélico, em Balneário Camboriú, que começa no dia 25 de abril. A produção começa com 500 mil garrafas de 500 ml, a partir de R$ 0,50. A pretensão dele é vender o produto nacionalmente.

Em maio, Cavalcanti diz que quer lançar o refrigerante "100% Jesus" e, em junho, o macarrão instantâneo evangélico (com um jogo de perguntas sobre temas religiosos), leite longa vida, arroz e feijão.

"A minha intenção é colaborar com a evangelização e levar a palavra às pessoas", afirma ele, que pertence à Igreja Pentecostal do Caminho, de Santa Catarina.

Segundo Cavalcanti, 10% de tudo o que for vendido será doado a igrejas evangélicas, que estão sendo cadastradas (uma espécie de dízimo). Ele diz ter registrado a marca 100% Jesus no país e que pretende registrá-la mundialmente.

Para Ciro Eustáquio, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, a iniciativa do empresário é uma "forma de divulgar o evangelho" e "despertar as pessoas para uma verdade".

Fonte: Folha Online

 

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